terça-feira, 31 de agosto de 2010

Ação Afirmativa para Negros e Indios nas Universidades Brasileiras

Universidade Estadual do Rio de Janeiro

Num levantamento feito pelo Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa do Instituto de Estudos Sociais e Políticas da UERJ, chegaram a seguintes conclusões sobre o processo das reparações feitas aos negros e aos indégenas, em relação a arbitrariedades históricas, implementadas, graças ao processo discriminatório e o racismo presente no inconsciente do brasileiro.

De noventa e oito universidades federais (98) setenta delas (70) adotaram as ações afirmativas, num total de 71%. E destas 77% aplicaram as decisões de cotas ou bônus com  iniciatia da própria instituição. E isto mostra que inicia-se uma consciencia coletiva dos meios universitários de correção histórica, do processo de exclusão dos negros e indígenas que já estava naturalisada e cristalisada  no contexto sociológico brasileiro.

E no processo todo apenas 16(dezesseis) delas que providenciou a ação afirmativa fundamentada em lei estadual, as outras foram baseadas na necessidade e numa nova práxis em vigor nas instituições.

Os alunos  beneficiados com as cotas ou bônus na sua grande maioria são oriundos da rede pública de  ensino . E em 85% da seleção feita na universidade está na autodeclaração do aluno, sobre a sua origem etnico-racial, e apenas 15% há exigências de fotografia e a utilização de comissões de verificação, métodos considerados polêmicos, pois parte do contexto histórico nazista, mas que são usados por parte da Universidade Brasileira de forma oficial sem esconder o processo discriminatório e o racismo implementado no contexto, só falta iniciar as medições dos crânios.

Em 40 universidades a preocupação é de que os lugares reservados a negros e indígenas possam ser ocupados por alunos não carentes. Uma preocupação que procede, pois este país no ano passado teve uma ação na qual a  Receita Federal passou a trabalhar com o Ministério da Educação, no sentido de coibir abusos em relação aos  beneficiados com  a cota. Uma vez  que foi identificado pessoa tinham no seu nome carros de luxo e era cotista.

O processo de transformação é lenta, aprendemos o racismo, a discriminação, e o preconceito como educação, cabe agora desconstruir, o crime que fizeram em almas e consciências, um mal, que cristalizou e naturalisou.




Manoel Messias Pereira
professor de História
ativista - Conselho Afro Brasileiro de São José do Rio Preto
especialista em africanidade e cultura afro brasileira


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